sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Contos da madrugada tardia... A tua ausência...

É uma contradição... O tempo corre rápido e inexorável... semana após semana... dia após dia...  e... no entanto... passa tão devagar... quando se trata de te voltar a ver... Quando é que te vi pela última vez...? Ontem...? 10 dias...? 30 dias...? 100 dias...? Uma eternidade inteira e mais alguns dias... tantas são as saudades que tenho de ti... Sinto a tua falta...  Sinto a tua ausência como se de uma presença se tratasse... A tua ausência é... física... tangível... A tua ausência é presente... É algo que rasga o mundo... desenha-se num espaço que devia ser teu... e não é...  Recorta-se em todo o lado... Por onde caminho... por onde passo... por onde sonho... por onde choro... Em casa... na rua... no jardim... no comboio...  na igreja...  a tua ausência esboça-se... projeta-se... afirma-se... Vi-a de madrugada... assim que abri os olhos... erguida... em tons de sono... a meu lado...  Vi-a... manhã cedo... na rua... construída em tons de nevoeiro...  Vi-a... perto do meio dia... sobre o Trópico de Capricórnio... pincelada por quentes raios solares... Vi-a... ao final da tarde... num jardim...  refletida nas pétalas de uma rosa... Vi-a... já noite... no comboio... espelhada na paisagem fugidia... Vejo-a... neste mesmo instante... dentro de mim... na profundidade ignota do meu coração... e em cada pequeno pedaço do meu ser... esculpida... em amargas lágrimas salgadas... Vi-a... a tua ausência... Vejo-a... Sinto-a...
22/9/12

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