quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Contos da madrugada tardia - Uma estrada deserta... à beira-mar

Hoje segui  por uma estrada deserta... à beira-mar... A estrada serpenteava entre dunas... falésias... enseadas... e nem ela própria sabia onde ia dar... Caminhei... horas a fio... sem ninguém encontrar... nem homem... nem bicho... nem qualquer alma perdida que por ali quisesse andar... Absorto ia cismando... no mistério das coisas... dos seres... do  Ser... e em ti... no teu mistério por desvendar... Num momento... sem pensar... estaquei...  e... encontrei-me, frente a frente, com um jardim por plantar... Hesitante, olhei em redor... Estava só... na estrada  deserta à beira-mar... A estrada serpenteava entre dunas... falésias... enseadas... e nem ela própria sabia onde ia dar... Sem mais nada para adiantar... deitei mãos à terra... e a tudo o que havia para amanhar... Plantei lírios... cravos... orquídeas... e tudo o que por ali consegui achar... Já noite... muito tarde... pensei em terminar mas... sentia no ar que ... qualquer coisa estava a faltar... Desesperado procurei por todo o lugar... nas valas... nos campos e... até na estrada deserta à beira-mar... Por nada encontrar... sentei-me desalentado olhando aquela estrada que não sabia onde ia dar... Estive assim longo tempo... perdido no pensar... sem saber muito bem... o próximo passo a dar... Súbito uma estrela... de uma constelação por nomear... piscou intermitentemente... com um estranho brilhar... Levantei-me de um salto... na estrada à beira-mar... que por entre ravinas... dunas... e enseadas... não sabia onde ia dar... O brilho da estrela... da constelação por nomear... aberto sobre o jardim... revelou-me um recanto escondido... que tinha escapado ao meu olhar... Corri sem parar e quando lá cheguei... encontrei fascinado... a mais linda rosa  que podia imaginar... Uma rosa vermelha... toda ela de encantar... Uma rosa em flor...   que me fez embriagar... Uma rosa silvestre... que me deixou a chorar...

15/1/2013

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