sexta-feira, 7 de junho de 2013

Peregrinação a Fátima 2013 - Primeiro dia - III

Depois da eucaristia almoçámos, como habitualmente, no Restaurante Coimbra, cujo serviço prima pela qualidade e pela simpatia. À diversidade de pratos, confecionados com um toque da gastronomia regional, junta-se o atendimento personalizado que faz que cada um de nós sinta vontade de lá voltar numa próxima oportunidade. Após o repasto, alguns momentos de descanso e relaxamento, no pequeno jardim do outro lado da rua, para nos prepararmos para a jornada da tarde...
Esta inciou-se pouco depois, com tempo fresco e alguma chuva miudinha que já nos acompanhara, a espaços, desde manhã, e  teimava em nos afagar suavemente o rosto. Nossa Senhora procurava evitar a canícula dos dois últimos anos e continuava a espargir-nos com a sua bênção. Nada que obrigasse a grandes resguardos. A tarde deste primeiro dia reservou-nos  uma longa caminhada, entre Castanheira e a Azambuja. Na realidade parece mais longa do que é. Iniciámos o percurso por estradas secundárias, estreitas e intermináveis, que, de certa forma, nos enclausuraram dentro do seu limitado espetro visual... São estradas rurais com espaço para pouco mais do que duas viaturas em sentidos opostos, o que obriga a que a fila indiana seja obrigatória durante quase todo o percurso. Longas retas que se sucedem a longas retas... e antecedem... longas retas... Alcatrão e mais alcatrão... À esquerda e à direita o retrato do país rural, interior... um país em decadência... Campos abandonados... terra férteis... por cultivar... Herdades prósperas... noutras eras... noutros tempos... Nos tempos em que o sonho se desenhava na ponta da espiga e era preenchido por pastos repletos de gado onde uma enorme prole aprendia os primeiros passos da ordenha. Nos tempos em que o sonho não permitia que os filhos emigrassem para as cidades... para não mais voltarem... O sonho... O sonho já não é o que era... ou é...? A propósito de sonho... Será que já estamos quase na Azambuja...? Já estamos a andar à tanto tempo... Estamos a  chegar ao final desta reta... deve ser já a seguir àquela curva... Não... outra reta ainda... mais longa que a anterior... ou será impressão minha...? O cenário não muda... Alcatrão... campos por cultivar... Ouvem-se as vozes dos Caminhantes, partilhando experiências, relembrando histórias, perguntando...
"- Ainda falta muito para Vila Nova da Rainha...?"
"- Ah.. ah... ah... Vila Nova da Rainha  Ainda falta um bom bocado... Não me doa  a cabeça até chegarmos lá..."
Vila Nova da Raínha... traz-me algumas recordações à memória. Foi onde, o ano passado, uma simpatiquíssima moçoila me pediu um euro por uma maçã... Recusei... claro... e paguei caro por isso... Nunca mais me lembrei de que precisava de comer e custou-me a primeira hipoglicemia da vida... Nada agradável por sinal...Valeu-me o chão gelado do refeitório do Centro Social da Azambuja e as senhoras que lá trabalham e me deram logo duas taças de um delicioso arroz doce... nham... nham... que normalmente estou proibido de comer... Se tivesse forças, na altura, teria sugerido que se o arroz doce fosse acompanhado por uma ou duas taças de mousse de chocolate com noz... nham... nham... nham.. me recomporia mais rapidamente... mas estava demasiado fraco para fazer qualquer sugestão... e troquei a mousse pelo chão gelado... Nunca um chão me soube tão bem...
Um euro por uma maçã... daria um bom título para um livro... ou um filme... A única maçã pela qual daria um euro seria aquela que a serpente ofereceu a Eva no Paraíso Bíblico... Quem sabe se... Consta que era daquelas vermelhuscas, reluzentes, suculentas... Até por metade dessa maçã dava um euro... cinco... cem euros... Nestes momentos em que o alcatrão se repete a cada passo e Vila Nova da Rainha não surge no horizonte... vem-me à ideia a possibilidade de Deus, num momento de pura lucidez pensar em criar um Universo paralelo... para o qual seria necessário um novo Paraíso... Nesse sentido, Deus, perguntar-me-ia se eu não estaria interessado em ser o novo Adão... 
- Oba... O novo Adão...? (ora deixe-me pensar... Vejamos... ambiente paradisíaco... frutos maravilhosos... deixo de ser diabético... por isso... posso comer diospiros... mangas... laranjas... frutos de todas as espécies... poderei mergulhar em praias maravilhosas e explorar os mares de coral... olhar a lua em todo o seu explendor... uauuu... pois... mas ao fim de uma semana tanta maravilha junta torna-se monótona... A não ser que eu dê uma palavrinha à serpente... Para ver se ela atua com rapidez... Se soubesse o telemóvel dela até lhe dava já uma dica... mas no Novo Paraíso não deve haver telemóveis... É capaz de não haver rede... Ponho-me à coca  junto à Árvore da Sabedoria... a ver se a convençoa a atuar com rapidez sobre a nova Eva... Nova Eva...? Alto... Há aqui um pormenor que tem que ser esclarecido...) Com certeza que sim meu Deus... apenas com uma pequeníssima condição...
- Não há condições... Ou sim... ou sopas...
- Apenas uma... O que é uma condição no seio de um Universo em constante mutação...? Não Vos custará nada com certeza...
- Que condição é essa?
- Poder escolher a nova Eva...
- Deves estar febril... A nova Eva é construída a partir de uma costela tua, ou já esqueceste Genesis II, 21, 22?
- E vai deixar que o novo Paraíso fique impregnado do cheiro a costeleta de porco grelhada...? Não... Não me parece bem... É indigno de um novo Paraíso...
- Tu ainda és mais parvo do que pareces... Não necessito de grelhar a tua costela. Faço emergir a nova Eva a partir da minha infinita sabedoria.
- Pois... mas, assim não estou interessado...
 - (Onde é que eu errei para ter criado um palerma destes?) Então diz-me lá quem é que querias que fosse a nova Eva?
- Não tenho ainda a certeza... apenas um pequeno palpite... que não lhe posso dizer em público como é evidente...
- Se não me vais dizer como queres que pense nessa possibilidade...?
- Deixe-me pensar... Ora... entre biliões de novas Evas possíveis, creio que escolherei                          ...
- E achas que essa senhora estará de acordo...?
- Pois... esse é outro problema... estará quase de acordo... Faltará... apenas... um pequeno detalhe...
- Um pequeno detalhe... Sabes que não me inspiras confiança nenhuma? Começo a achar que tens cara de intrujão...
- Eeeuuuu...? Nã... Poucochinho... Jamais seria capaz de uma malvadez dessas...
- Que detalhe é esse...?
- É um detalhe sem grande importância... facílimo de pôr em prática... Necessito... apenas... que Vós, na Vossa infinita sabedoria façais com a nova Eva perceba as minhas extraordinárias qualidades...
- Quais...?
- Como "Quais"?  Então não são evidentes...? 
- Não... por acaso não são nada evidentes... Deixa-me pôr os óculos... Pode ser que...
- Óculos... Meu Deus... Para quê óculos...? Então não se vê tão bem a olho nu? Olhe bem para mim... repare... em toda esta panóplia de qualidades pessoais, profissionais, intelectuais, morais, sensoriais, extra-sensorais, plurais e muitas mais... que existem dentro de mim...
- Essas não consigo ver... Dá-me exemplos de qualidades que possas ter... mais...
- Como "mais"...? Estas são tão evidentes... 
- Não... Qualidades nem vê-las... e extraordinárias então... nem de longe...
- Creio que estejais a necessitar de umas lentes novas... Mas... pelo menos... pudestes verificar que estão cá em potência...?
- Em potência...? Também não... Se as tens devem estar muito bem escondidas... Deixa-me consultar o Livro da Vida para saber o que a eventual nova Eva pensa de ti...
- Livro da Vida... O que a nova Eva pensa...? Não... Não... Não é uma boa ideia... Deixe-me ser eu a dar uma olhadela no Livro... Depois digo-lhe... o que ela pensa... (aliás... quem sabe se não consigo rescrever o que ela pensa... e sente...)
- Tira as manápulas daqui... Nem penses em tocar no Livro da Vida com essas mãos pecadoras...
- Posso pelo menos dar uma espiadinha...?
- Nep... O que é que estás a fazer com essa caneta de tinta indelével na mão...?
- Caneta...? Eu... indelével...? Onde... ? ah ah ah... olha uma caneta na minha mão... ah ah ah... A caneta nem era de tinta... Ou melhor era... mas não era caneta... Ou seja a caneta não era caneta... era indelével... Aliás nem sei como apareceu neste cenário... Quem diria que tinha uma caneta na mão...?
- Estavas a querer enganar-me... a mim que sou o teu Deus...?
- Eu? Não... poucochinho... estava apenas a querer escrever: Finalmente chegámos a Vila Nova da Rainha.

Vila Nova da Rainha, terra onde, segundo a história, em 1376, D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, casou com Dª Leonor de Alvim...Uma paragem para descansar e reagrupar. Ao longo da tarde o grupo fracionou-se... algo que sucede normalmente, quer pela diferente capacidade física de cada um dos Caminhantes, quer pelo entusiasmo das senhoras que vão na cabeça do grupo, Dª Teresa e Dª Marília que o Sr. Luís vai sempre tentando refrear, quer ainda pelas diferentes vicissitudes que vão acontecendo, como a necessidade urgente de ir ao toilete geral o que obriga os condutores do carro-vassoura, Dª São e o Sr. Fernando, a esperarem pelo (s) Caminhante (s) retardatário (s)... Os 15 minutos aproveitam-se para recuperar, beber ou comer qualquer coisa, satisfazer uma qualquer outra necessidade... enfim... os 15 minutos já passaram e estamos novamente na estrada... na longa estrada que nos leva ao destino...
A estrada é já mais larga, abre novos horizontes visuais, ainda que aquele que nos interesse mais continue fora desse alcance... Alcatrão e mais alcatrão... passo a passo vai sendo percorrido por todos nós... É já ali a seguir à rotunda... não esta rotunda mas a próxima... ou a outra... é a seguir a uma rotunda... disso tenha a certeza... Não, não,  não me estou a referir ao Centro Social da Azambuja onde vamos pernoitar. Refiro-me ás bombas de gasolina, última paragem antes da Azambuja... que são já ali... ali... ali mesmo á frente... vejam já se vê o símbolo da Galp... mas antes... temos mais uma reta... e outra... e outra rotunda... agora é que é... mais trezentos metros e já lá estamos... Que bem que sabe sentar-me... A distância entre as bombas de gasolina e o Centro Social é curta... para quem já fez o percurso. Para quem o faz pela primeira vez... há que desconfiar... depois de tanta estrada... mas sim... desta vez é mesmo... já ali... 
























































































































quarta-feira, 5 de junho de 2013

Peregrinação a Fátima 2013 - Primeiro dia - II

De Vila Franca a Castanheira do Ribatejo é um saltinho... Terreno plano, uma ou outra subida, sem grandes desníveis, sem grandes dificuldades a não ser as inerentes ao desgaste provocado pelo próprio caminhar... Especialmente para quem partiu 21 quilómetros atrás... Para estes começam as primeiras dificuldades de ordem física... A paragem foi benéfica para recuperar forças, mas o reinício é sempre doloroso. A readaptação ao esforço... os músculos que arrefeceram e estão  renitentes em voltar  a ganhar elasticidade... Reencontrar a dor... aquela dor... que já se tinha tornado tão natural como o próprio caminhar... e que agora parece estar mais viva, mais acesa, mais presente... Uma bolha, um calo, um corte... Uma dor... que vai e vem... vem mais do que vai... um pé que dói, um tornozelo que cede, um joelho que grita... A manhã deste primeiro dia traz, a alguns de nós, uma angústia estrutural que abala todo o nosso ser. Essa angústia pode ser sintetizada numa única pergunta: "Se já estou com tantas dores, se já sinto tanta dificuldade agora... como é que vou chegar... não a Fátima... mas ao final do dia...?" Creio que todos nós, numa qualquer ocasião, já nos fizemos essa pergunta intimamente, num estado de espírito que medeia entre o desânimo e o desespero, consoante a maior ou menor intensidade da dor/dificuldade/desconforto... Nesses momentos há que cerrar os dentes... seguir em frente... passo a passo... metro a metro... não mostrar o sofrimento que corroi... fechar a ligação entre o corpo e o cérebro... impedir que este reconheça a dor enquanto tal... e a transforme numa companheira de caminhada... Cada um dos Caminhantes tem a sua própria estratégia para lidar com estes momentos... A sua forma pessoal e única de impedir aquela ligação... Pessoalmente, nos momentos de maior dificuldade, construo, mentalmente, pequenos sketchs de caráter hilariante, aproveitando as mais vulgares cenas do dia a dia. Vou ao limite do cómico, esticando-o até tocar no grotesco, e não será demasiado invulgar ser  encontrado, sozinho, a rir a bandeiras despregadas, da própria cena que mentalmente produzi. Enquanto rio não sinto dor... e a própria dor começa também a rir... 
Em Castanheira do Ribatejo  fomos alimentar o espírito antes de o fazer ao corpo. Na igreja Matriz de Castanheira foi celebrada uma eucaristia pelo Sr. Padre Paulo, pároco de Sacavém. Esta celebração foi importante porque permitiu suprir uma lacuna que existia neste grupo e que se prendia com a necessidade de se sentir uma ligação entre o braço institucional da Igreja Católica de Sacavém e o conjunto de pessoas que, unidas num esforço comum, palmilham a estrada, rumo a Fátima, levando com eles o nome da cidade. Neste sentido o sr. padre Paulo proferiu umas palavras adequadas à ocasião. Deu-nos a sua benção, relembrou o papel de Nossa Senhora no âmbito do Cristianismo, ou seja, enquanto mediadora do  caminho para o Filho e não perdeu a oportunidade de relembrar, aos católicos praticantes, a importância da Confissão e da Comunhão (indissociáveis em si mesmas) em todo este processo de espiritualização e de aproximação a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. Para os restantes Caminhantes o senhor padre Paulo desejou que  este caminho fosse mais do que o cumprir de um percurso meramente físico e que fossem alcançados os objetivos espirituais a que cada um se tinha proposto, numa lógica de solidariedade e amor pelo próximo que, no fundo, sustenta toda a tradição cristã.









































domingo, 2 de junho de 2013

Peregrinação a Fátima 2013 - Primeiro dia - I

Partimos, do jardim de Sacavém, rumo a Fátima, ainda a Praça da República não registava qualquer movimento  e (quase) toda a cidade dormia a sono solto. Éramos doze, como os Apóstolos, cada um com a sua cruzada, cada um com a sua missão. Seria talvez um exercício interessante perguntar a cada peregrino (a quem, a partir de agora, chamarei Caminhante) com qual dos apóstolos mais se identificava. Se questionado, o autor destas linhas rapidamente se identificaria com Judas Iscariotes, afastando, todavia, do cenário, quer os trinta dinheiros, quer, naturalmente, a figueira... Ficar-se-ia pelo beijo... Aliás, um espetador mais atento, notaria que logo na primeira foto, não estão os doze, mas apenas onze...Onde estaria o tal... dito cujo... o malfadado... o proscrito...? Ninguém sabe ao certo, no entanto, dá-se como seguro que estaria com os trinta dinheiros a negociar o corte da figueira... Just in case...

O momento da partida... Os primeiros passos... Fila indiana... nunca cumprida plenamente... Dª Eva... A primeira líder no terreno... "Controlem o passo à frente... Mantenham a ligação... Da frente para trás... Caminhem sempre pela berma... Temos um horário a cumprir, sem ser necessário andar demasiado depressa... temos que respeitar a condição física de cada um..." Somos doze... doze pessoas... diferentes... Doze vidas... Doze mundos... Doze histórias por contar... Seremos muito mais daqui a pouco... Pessoas que se conhecem e desconhecem... Pessoas... De perto... muito perto... aqui mesmo ao lado... e de longe... muito longe... Do outro lado do mundo... Os primeiros metros... Os primeiros passos... Ultrapassámos a ponte sobre o Trancão... Passámos ao largo da Bobadela... Seguimos pela estrada que se abre à nossa frente... Escura... incerta... perigosa... penitente... Locais de todos os dias... ou não... São João da Talha... Santa Iria... primeira paragem... primeiro café... primeiro toilette... O regresso à estrada... Tempo fresco, ameno, uns pingos de quando em vez, que não chegam a molhar... Refrescam o corpo, alimentam o espírito, dessedentam a alma... A forma delicada como cada gota toca a nossa pele nua faz-nos perceber que foram espargidos, em forma de benção, por Nossa Senhora de Fátima, a partir das franjas douradas do véu com que foi, lentamente, desvelando a madrugada tardia... Uma benção aos seus Caminhantes... aos que a procuram, aos que a seguem, que a respeitam, que a veneram
Alverca... já manhã... seguimos caminho... Uns quilómetros à frente encontramos o Tejo em Alhandra. Vai acompanhar-nos durante alguns quilómetros... Os canaviais à beira-rio dançam ao sabor do vento, em movimentos ritmados, ora num, ora noutro sentido, prestando o seu tributo, quer ao rio que lhes dá vida, quer aos Caminhantes que por ali passam... O Tejo... O velho Tejo... na sua majestosa lassidão... O seu curso tranquilo embala-nos... O espírito das águas faz emergir as tágides camonianas, cuja imagem se vai esboçando no desenhar harmonioso da ondulação... Um ouvido mais atento conseguiria ouvir os seus cânticos... Silêncio por favor... Silêncio... Escutai:

               Viemos de longe... de oceanos distantes...
               Da mais remota profundidade subaquática...
               Por entre ventos, tempestades  e ondas gigantes...
               Entoar loas em honra de Nossa Senhora de Fátima...

               Cruzámos os sete mares de lés a lés
               Do Golfo do México à Baía de Bengala 
               Trazendo o sofrimento de quem sente, sofre e cala
               Para em silêncio nos prostramos a teus pés. 

A ponte de Vila Franca... É já ali... ao fundo... A ponte torna-se a referência próxima... não a chegaremos a atravessar... mas está ali... com o trânsito parado... algum acidente no tabuleiro... ou à saída... Em Alhandra o caminho torna-se mais fácil. Zona de lazer, plana, destinada à prática desportiva... Apesar de ser 4ª feira inúmeras pessoas usufruem do espaço... Cruzam-se entre elas... cruzam-se com os Caminhantes... num e noutro sentido... a pé... de bicicleta... a correr... a passo... vão e vêm... absortos... ausentes...
Vila Franca de Xira... A terra das Festas do Barrete Vermelho... Uma terra em decadência... evidente... O fim da ligação ao Tejo... A partir de agora fletiremos para o interior... para já o jardim... A junção do grupo... Os restantes Caminhantes... Caras conhecidas... O reencontro... a um ano de distância... Caras novas... enigmáticas... Dª Ermelinda... assume a liderança... a chamada... a resposta... Os primeiros ajustes no equipamento... Os pés que já ardem... e os que ainda não... aquela bolha que nasce... e a outra que não chega a ser... Está na hora de voltar ao caminho... em direção a Castanheira do Ribatejo...