Iniciou-se hoje, 8 de Maio de 2011, no jardim de Sacavém (em frente ao meu querido Batalhão de Adidos), uma peregrinação a Fátima. A partida deu-se às 5 horas da manhã e a caminhada fez-se a um bom ritmo. Houve uma paragem maior, em Vila Franca de Xira, para juntar mais peregrinos ao grupo. Estes apenas (re) iniciaram o percurso na vila ribatejana, porque já tinham efectuado o trajecto, até lá, no passado dia 17. O almoço foi em Castanheira do Ribatejo e o jantar e a dormida na Azambuja, onde nos encontramos agora. Há peregrinos de várias idades mas de um único extracto social: aquele que os faz abandonar o conforto do lar e palmilhar, estrada fora, pedindo, cumprindo ou orando, mas sempre venerando Nossa Senhora de Fátima. Creio que o momento mais crítico, deste primeiro dia, foi vencer as longas rectas até chegar à Azambuja, debaixo de um sol muito quente. Muito mais do que o sol, o alcatrão ou as dores, a grande dificuldade foi a confluência, simultânea, de milhares de peregrinos para essas rectas. De facto, perdeu-se um pouco a noção de grupo, vencido pela força de avassaladora do conceito de multidão. No entanto leu-se, na expressão facial de cada peregrino, a enorme determinação, enraizada numa fé profunda, em ultrapassar todas as dificuldades que aparecessem. Têm sido momentos de confraternização, de sacrifício e, acima de tudo, de uma espiritualidade profunda.
Amanhã será outro dia. Uma breve legenda para as imagens deste primeiro dia. Os primeiros passos dos peregrinos, lá para os lados de Santa Iria da Azóia; um momento de descanso em Alhandra; três imagens dos peregrinos a atravessar Vila Franca de Xira; três peregrinos entre Vila Franca e Castanheira do Ribatejo; duas imagens com alguns momentos para o início da digestão, após o almoço, em Castanheira; três imagens com os peregrinos, entre Castanheira e a Azambuja; o merecido repouso dos caminhantes de Nossa Senhora; a equipa de apoio liderada pela sempre incansável Dª Ermelinda.












