sábado, 30 de julho de 2011

Pujya Sammelan I

Realizou-se, no passado Domingo, na Comunidade Hindu de Portugal, a Pujya Sammelan. Esta cerimónia foi liderada, como habitualmente, pelo sacerdote do Templo de Radha Krishna, Niteshkumar Trivedi, e teve como objectivo homenagear os membros mais velhos de cada família. Estes são considerados, hierarquicamente, muito próximos dos deuses, não do ponto de vista da idade avançada, mas em função da sabedoria que alcançaram ao longo da sua vida e dos ensinamentos que transmitiram às gerações mais jovens. Por isso mesmo  assistirmos ao ritual de agradecimento, prestado ás pessoas de mais idade, quer através da imposição de um xaile onde o nome de Deus está gravado, quer através de movimentos de veneração que bem expressam o respeito que existe entre as diferentes gerações.
Num tempo em que a sociedade ocidental ignora, cada vez mais, os seus idosos, abandonando-os em lares, hospitais, ruas e, tanta vezes, nas próprias casas, esta cerimónia representa uma visão diferente do mundo, da vida e das pessoas na sua individualidade específica. Em vez de serem vistos como um "empecilho", "peso", ou mesmo "lixo", os mais idosos são entendidos, dentro da comunidade hindu, como os mais sábios, os que detêm, em si mesmos, aquele conhecimento iniciático que está apenas reservado aos que se situam num plano muito próximos dos deuses. Foi também agraciado com o xaile, com o nome de Deus gravado, o sacerdote Niteshkumar Trivedi que pese embora não tendo a  idade para estar abrangido por esta cerimónia, detêm o saber espiritual recebido directamente de Deus, através do qual lidera as cerimónias religiosas e une os crentes num momento de veneração e comunhão espiritual e divina verdadeiramente notável.
Uma palavra de apreço para o grupo musical que acompanhou a cerimónia, cuja sonoridade nos transportou para um ambiente místico, apropriado ao momento que se vivia. Um conjunto combinado de sons de muita qualidade.
Não quero deixar de agradecer  à Comunidade Hindu, à sua direcção, e ao senhor sacerdote Niteshkumar Trivedi a disponibilidade e a amabilidade demonstradas.

Uma breve legenda para as imagens:

Sacerdote desejando as boas vindas a todos os crentes; Senhoras preparadas para transportar os xailes para posterior entrega aos homenageados; Sacerdote preparando-se para entregar o xaile a um dos homenageados; Cinco fotos com a entrega dos xailes;  Duas fotos com crentes usando a palavra; Duas fotos com alguns dos homenageados; Duas fotos com alguns dos crentes presentes na cerimónia.

sábado, 9 de julho de 2011

Sessão de meditação budista

As expressões de espiritualidade manifestam-se na interacção do individual com o colectivo, como resposta a um apelo que se faz sentir, de uma forma quase tangível, no íntimo de cada um dos participantes em qualquer ritual. Neste domínio, uma das formas de interacão é a meditação ZEN. Este movimento de contemplação (muito mais do que reflexão)  visa o controlo da nossa mente, a única forma de conseguirmos alcançar o progresso espiritual. Para tal é necessário, em primeiro lugar, pacificar a mente, ou seja, levá-la a ignorar os pormenores que a incomodam, como estar sentado bastante tempo sem nada fazer. Ao fazê-lo, de uma forma passiva, observando-os, sem os repelir, até desaparecerem, alcançamos uma conexão íntima com o todo de que somos uma ínfima parte. É um processo  através do qual desenvolvemos a compaixão (sentimento de interesse pelos outros que nos leva a considerá-los, todos sem excepção, num mesmo plano harmónico de comunhão de  (do) ser) e assim realizarmos a nossa verdadeira natureza 
As imagens que se seguem, dispensam comentários, e foram captadas durante uma sessão de meditação, na União Budista Portuguesa, à qual agradeço disponibilidade manifestada.















segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bhagavad Sephta

Decorreu no auditório da  Comunidade Hindu de Portugal o Bhagavad Sephta, cerimónia liderada por Niteshkumar Trivedi, sacerdote do templo de Radha Krishna.
Esta cerimónia, celebrada em nome dos antepassados, visa permitir que a sua alma (desses antepassados, naturalmente já falecidos) se liberte do ciclo das reencarnações e tenha, finalmente, paz.  O evento prolongou-se por sete dias, ao longo dos quais o sacerdote recitou e explicou, por capítulos, o livro sagrado, o SHREEMADH BAGAVATAH. Este livro foi escrito por Vedyas, sacerdote antigo que nele narra (a seu filho) as 24 encarnações dos deuses e dos santos e dos valores éticos e morais a praticar em vida. Neste leitura explicativa está a essência de todo o cerimonial. O sacerdote deve ter a capacidade de criar uma corrente espiritual que o una aos seus ouvintes e lhes permita fruir, em plenitude, a palavra do Livro Sagrado. Nesta união, quase mística, que se estabelece entre todos os presentes, o sacerdote realça a importância de se levar uma vida dentro dos valores ético-morais definidos pelo Livro Sagrado para a, atrás referida, libertação da alma dos antepassados do ciclo das sucessivas reencarnações. Tal acontece apenas quando os seus descendentes põem em prática comportamentos virtuosos que ajudem a ultrapassar aquele ciclo. Está implícita, nesta tradição, uma profunda interacção entre diferentes gerações, através da conexão que se estabelece entre a felicidade plena dos entes queridos já desaparecidos, numa dimensão eterna,  e os ditames de uma vida virtuosa, neste mundo.
Uma breve legenda para as imagens, de cima para baixo:
O momento crucial de toda a cerimónia: o sacerdote em interacção com todos os crentes presentes; o trono com a imagem de cada um dos falecidos e o livro sagrado (a laranja) em baixo de cada foto. A alma de cada um está nos paus que se encontram ao lado de cada uma das fotos; quatro imagens de devotos a orar perante o trono e o Livro Sagrado em representação de Deus;  sacerdote a orar ao Livro Sagrado (a laranja) que tem a mesma importância que Deus; o sacerdote antes de se sentar dá a volta ao trono a pedir a Deus que tenha bons pensamentos e conhecimentos para transmitir; o sacerdote antes de se sentar tem um gesto de saudação e respeito por tudo o que está à sua volta, porque em tudo há a presença de Deus. Quando se senta no torno é como se se sentasse no colo da mãe. Há um instinto maternal ali presente; após as orações ao Livro, é colocado no sacerdote, pelos familiares de um dos falecidos, um sinal na testa, o Tilak e a grinalda com as flores. O sacerdote passa a ter o mesmo estauto da divindade. São três imagens sobre estes momentos; o grupo de músicos que acompanha o cerimonial.  

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Domingo de Pentecostes - Igreja Católica Ortodoxa

Decorreu no passado Domingo a celebração do Domingo de Pentecostes na Igreja Católica Ortodoxa. A cerimónia contou com a presença de João I Metropolita Primaz da Igreja Ortodoxa de Portugal que honrou todos os fieis com a sua participação. A festa de Pentecostes encerra o período da Páscoa e, basicamente, releva a ideia de que  a descida da Santidade Divina visa unir todos os povos em torno do mistério da Trindade. Nesta cerimónia recita-se, de joelhos, uma longa oração de carácter penitencial.
Um pequena legenda para as imagens, de cima para baixo:
Recitação da oração penitencial por João I metropolita Primaz da Igrja Ortodoxa de Portugal; Fiel beijando o Cálice sagrado; fieis orando e cantando;  o Evangeliário (Livro dos Evangelhos) é colocado sobre o Altar, para o abençoar e nele repousar antes da benção final; duas imagens dos fieis acompanhando a oração penitencial; João I na recitação da oração; duas imagens com a entrega de rosas a  clérigos menores, simbolizando o amor e o sofrimento de Cristo; a benção com a Cruz; três imagens com a leitura dos textos sagrados relativos ao Domingo de Pentecostes, em diferentes línguas; fieis assistindo à leitura.